Para onde vai o armazenamento de dados com o Big Data?

Pesquisa da IBM mostra que, até 2020, o volume de dados previsto é de 40 zetabytes, ou seja, haverá quatro vezes mais dados digitais do que todos os grãos de areia existentes no planeta.



A Internet das Coisas e a Terceira Plataforma Computacional estão levando as pessoas e as máquinas a gerarem milhões de dados digitais a cada instante. O volume de informações criadas no mundo, a médio e longo prazo, é infinito. Pesquisa da IBM mostra que, até 2020, o volume de dados previsto é de 40 zetabytes, ou seja, haverá quatro vezes mais dados digitais do que todos os grãos de areia existentes no planeta. As máquinas irão gerar 42% de todo volume de dados e haverá mais de 200 bilhões de dispositivos conectados no mundo.


Neste contexto, é impressionante imaginar que a maioria dessas informações será armazenada em storage, que são hardwares dotados de sistemas de gravação para reter e gerenciar os dados digitais das empresas. As informações podem até ficar disponíveis na nuvem, mas, de qualquer maneira, elas terão que ser guardadas em um equipamento físico. Então, surge o questionamento: como a tecnologia de armazenamento de dados irá suportar tamanho crescimento exponencial do big data e ainda proporcionar rápido acesso às informações para obter novas ideias vislumbrando maior eficiência do negócio?


Nos dias de hoje, é necessário promover um gerenciamento do armazenamento que atenda a necessidade de espaço – que é o número de bytes a ser guardado-, além de possuir um processamento eficiente que garanta acesso rápido e inteligente às informações. As empresas exigem melhor eficiência no armazenamento dos seus dados ativos e que forneça maior desempenho aos seus aplicativos que são interligados num contexto de cloud, big data, dispositivos móveis e mídias sociais.


E o storage?

A indústria de TI aposta que a tecnologia de armazenamento em Flash é a mais indicada para atender esta nova demanda. A tecnologia de Memória Flash foi desenvolvida nos anos 80 e se popularizou por meio dos PCs, na década de 2000, ao equipar os computadores com chip de memória que mantém informações armazenadas sem a necessidade de uma fonte de energia. Esta tecnologia migrou para storages, que até então utilizam somente discos mecânicos HDD (hard disk drive) e discos SSD (solid state drive).


O armazenamento em discos mecânicos passará para Flash para atender na mesma ordem de grandeza da velocidade que os processadores possuem nos servidores do aplicativo. É uma mudança de conceito de sistemas de computador – assim como o armazenamento mecânico fez há mais de 60 anos quando substituiu os cartões perfurados de papel por unidades de disco magnético. Com o armazenamento 100% Flash, as transações analíticas e tradicionais trabalharão de maneira mais rápida permitindo às empresas processar grandes volumes de dados para tomar decisões de negócios em tempo real.


Vantagens do Flash

Muitos questionam o alto investimento para uso do Flash em storage comparado às tecnologias de armazenamento tradicionais. No entanto, estudos da IBM indicam que, hoje para determinadas aplicações que exigem alta performance e também para situações onde espaço físico e consumo de energia são elementos críticos, o Custo Total de Propriedade (TCO) para aplicações 100% Flash já atinge melhores resultados em relação aos discos tradicionais. Tamanhos benefícios levarão ao aumento do número de empresas a migrarem para o Flash, tanto que a IDC prevê que, em 2016, o mercado para arrays de armazenamento all-flash salte para US$ 1,6 bilhões — representando uma taxa de crescimento anual (CAGR) de 59% no período de 2012 a 2016.


A Royal Caribbean, empresa multinacional de cruzeiros de férias, por exemplo, conseguiu agilizar com o Flash o acesso às informações de clientes – já que a companhia precisa acompanhar de perto o que os seus consumidores estão fazendo dentro e fora dos navios. Por meio do aceleramento do fluxo de dados e o gerenciamento centralizado das informações, hoje, a Royal Caribbean obtém insighs sobre os viajantes de maneira mais rápida, possibilitando a execução de campanhas de marketing simultâneas. Outro beneficio foi a diminuição de 97% do espaço utilizado pelos equipamentos de storage e a redução de US$ 77 mil em custo operacional por ano.


Processamento acelerado

Outro caso é da Coca-Cola Bottling Co. Consolidated (CCBCC) – maior comerciante, produtora, e distribuidora independente de produtos Coca-Cola nos Estados Unidos. A CCBCC utilizou o armazenamento em Flash para aumentar a eficiência da sua operação logística em 47 centros de distribuição que atendem todo sudeste do País. A tecnologia permitiu o upgrade em seu aplicativo de cadeia de suprimentos para que pudessem fazer a previsão das entregas de acordo com volume em estoque e ainda obter detalhes do que precisa ser reposto para engarrafamento, como número de embalagens – latas de alumínio, garrafas de vidro e plástico.


O resultado foi a redução de 50% do tempo de processamento em lote no front-end, ou seja, antes demoravam de 10 a 14 horas para receber o relatório necessário para elaboração do seu planejamento de entregas e agora é recebido entre 6 e 7 horas. O acesso mais rápido às informações melhorou o TCO e o planejamento de recursos de transporte – a entrega está até quatro vezes mais rápida –, além de oferecer melhores serviços e preço.


A influência e impacto da tecnologia nos resultados do negócio das empresas é uma realidade irreversível. Por isso, na era do big data, o sistema de armazenamento all-flash ajudará empresas de todos os portes e segmentos a enfrentarem os desafios e buscarem novas oportunidades. Esta é a tecnologia que dará suporte às decisões em tempo real porque apresenta desempenho superior e melhor custo total para cargas de trabalhos essenciais.

*Artigo de Guilherme Soares originalmente publicado no portal CIO.

*Crédito da imagem: Wix.

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