Os desafios da TI na internacionalização de empresas.

As empresas brasileiras seguem, ano após ano, aumentando o seu índice de internacionalização. De acordo com pesquisas da Fundação Dom Cabral (FDC), o aumento gradual desse índice é um reflexo, principalmente, do avanço das dimensões de receitas e ativos e também do número de funcionários no exterior.


Segundo o Ranking FDC das Multinacionais Brasileiras 2013, que contou com a participação de 63 companhias nacionais que atuam no exterior, as empresas brasileiras estão presentes em 84 países. Os Estados Unidos têm maior presença brasileira, com 41 empresas. Em seguida estão a Argentina, com 35; e o Chile, com 30 empresas.


No que diz respeito à dispersão geográfica, a América do Sul lidera com quase 80% das multinacionais brasileiras com presença física na região, seguida da América do Norte (70%) e Europa (54%). Nenhuma multinacional entrevistada planeja recuar suas operações internacionais.


O papel da TI

As empresas precisam de uma eficaz infraestrutura tecnológica para dar resposta às especificidades do mercado de destino. O papel da TI é garantir que a empresa atenda às leis de cada país e auxiliar outros departamentos a se ajustarem aos novos negócios.


“A TI tem um papel relevante na padronização dos processos e, principalmente, na adequação em questões de atendimento à legislação, tanto local como internacional”, afirmou Raul Moreira, CIO da Embraco.


Moreira apontou que, nos processos de internacionalização, os maiores desafios são em relação aos profissionais. “É sempre muito difícil montar o time do projeto e ter o nível de envolvimento necessário. Outro desafio é a rotatividade que é muito alta quando estamos iniciando uma nova operação. É uma rotatividade interna, mas que gera muito retrabalho, principalmente em treinamento”, disse.


Cláudio Moura, CIO da Votorantim, destacou igualmente a dificuldade de encontrar profissionais para auxiliar no processo. “Mão de obra qualificada para isso é um limitador”, afirmou. Para Moura, a área de TI é uma das que menos sofre em processos de internacionalização quando conta com uma TI madura em relação a procedimentos e práticas de ITIL e PM.


Ambos os CIOs também comentaram a importância do planejamento para auxiliar os executivos de TI que passarão por esses processos. “É essencial a parceria com os donos do negócio, mas o sponsor do projeto precisa estar totalmente alinhado com o CIO. As demandas, mudanças de escopo e alocação do time só funcionam se houver essa parceria”, disse Moreira.


O relacionamento com as filiais

Um equilíbrio entre padrões gerais e especificidades locais é o que deve caracterizar o relacionamento da equipe de TI brasileira com as filiais estrangeiras nas empresas. A equipe que atende o Brasil precisa ter responsabilidades também nas aplicações que rodam em outros sites. Deve-se buscar um modelo de cooperação que permita que a TI regional possa ter agilidade, porém sem descaracterizar a arquitetura de TI ou as aplicações corporativas.


Cláudio Moura,CIO da Votorantim, disse que a equipe de TI do Brasil é determinadora da governança internacional – pelo fato da empresa ser brasileira. No entanto se preocupam muito em respeitar as melhores práticas e especificidades locais. Com isso, exercem um relacionamento de respeito e confiança com as unidades internacionais.

*Artigo originalmente publicado no portal IT4CIO.

*Crédito da imagem: Wix.

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