Gestão de TI e Gestão Estratégica de Negócio: uma questão de posicionamento.

Por incrível que pareça, quando o assunto é TI e Negócio ainda vemos muitas empresas estacionadas na “via de mão dupla” da gestão. Estão ainda se perguntando “como a TI pode auxiliar na Gestão Estratégica do Negócio?”.


Na maioria dos casos a falta de posicionamento estratégico dos gestores de TI e o comprometimento com o negócio da empresa é que gera a lacuna para essa pergunta. Via de regra, profissionais de TI tem uma visão míope do negócio, e o foco é quase sempre técnico, levando então o Board Diretor da empresa a ter o olhar exatamente como se é praticado pela própria TI, visão técnica.


É quase que impossível hoje uma empresa viver sem TI, e é fato que muitas micro e pequenas empresas ainda estão “engatinhando” em termos de investimentos em tecnologias que possam alavancar o seu negócio, mas acredito ser inconcebível tal empresa não ter a TI como foco de investimento para sua gestão.


Já as grandes corporações, que precisam manter sua marca e identidade no mercado, é impossível não usar a TI para sua gestão, principalmente gestão estratégica e que envolve a inteligência do negócio e inteligência competitiva, que olha para o mercado, atribui inferências de tendências pela sociedade consumidora de seu produto e/ou serviço, tem conhecimento das forças e fraquezas do seu negócio e também do concorrente, e que também extrapola os limites das paredes da empresa e enxerga seu mercado de forma global, analisando o contexto mercadológico, identificando seu “Market Share” e como está, ou tem sido, a reação e a absorção do público alvo (clientes) e demais fatores que influenciam num crescimento e posicionamento de mercado da organização. Saber lidar com as adversidades do mercado e com as mudanças da sociedade em geral, cada vez mais exigente, é o desafio de toda empresa, e a TI é parte coadjuvante no cenário empresarial.


Em um mercado corporativo cada vez mais dinâmico e competitivo que requer eficiência nos processos empresariais, e onde a TI está totalmente ligada à estratégia de gestão empresarial, o que sobra para uma definição clara sobre o tema proposto aqui nesse artigo é justamente o posicionamento dos gestores de TI junto à Governança Corporativa. O que quero dizer com isso é que, tendo as premissas acima citadas, não se pode pensar em Gestão Estratégica Empresarial sem olhar para os processos tecnológicos onde a TI deve ter sua parcela de contribuição, e não pode se eximir do seu papel no negócio, com vistas a consolidar sistemas que envolvem softwares e processos onde o foco é atingir os objetivos da organização traçados em seu planejamento estratégico.


O que se espera então dos gestores de TI, é uma visão holística do negócio, sabendo identificar em sua cadeia de processos empresariais as certezas e incertezas do negócio, colocando a TI como elo forte para a gestão, auxiliando nos processos decisórios e que de alguma forma tenha sinergia com o direcionamento estratégico da empresa. Saber também lidar com as mudanças tecnológicas e aplicar os recursos necessários e essenciais no contexto corporativo para então entender e compreender onde a sua empresa está direcionando esforços para alcançar os objetivos traçados na estratégia.


Quando há maturidade na gestão empresarial, naturalmente os investimentos em TI são listados no planejamento estratégico da empresa, e é natural que seja assim, investir em TI não é gasto, é investimento (apesar de muitos gestores enxergarem como despesa, e ainda sim, na prática, gerar altos gastos devido várias incoerências pela gestão de TI da empresa nas implantações de projetos mal elaborados).


Em suma, acredito que a TI, através de seus gestores, precisam se posicionar frente ao negócio da empresa… já se foi a era onde a TI conhecia meramente de bits, bytes, programação, sistemas, rede, cabos, servidores, PCs, Impressoras e demais utilitários, não que a TI seja negligente nesses quesitos. Mas é preciso olhar para o negócio, ter uma visão de negócio, se envolver com o negócio, compreender o negócio, entender processos e suas interferências na gestão. Do contrário, a TI não terá e não corresponderá com o seu papel estratégico na organização, e continuará sendo meramente os grinpadores de cabos e analisadores de bits e bytes.


É uma questão de posicionamento, estratégico.


*Artigo de Gideão Nery para o portal TI Especialistas.

*Crédito da imagem: Wix.

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