O desafio de ser CIO nos dias de hoje.

Apesar de soar “glamouroso” para quem vê de fora, a realidade é que atualmente existe uma polêmica sobre o papel e a existência futura de um CIO.


Agora chega de PowerPoint sobre tendências e sobre gestão de TI. Vem aqui, e faz. Não bem nessas palavras, mas o recado que recebi foi mais ou menos assim. No início fiquei meio receoso, mas agora, passado algum tempo, estou vendo que as oportunidades de evolução são reais, talvez até maiores que imaginava.


A computação em nuvem, a mobilidade e o conceito de “comunicação social” abrem uma possibilidade grande de inovações na gestão de TI das empresas. No entanto, a entrega do resultado vai depender muito de algo novo, que é a execução, ou usando a linguagem de TI, a produção – transformar os slides de tendências e planejamento em serviço real para os usuários da empresa, respeitando os limites do orçamento.


Foi assim que passei a acumular também a diretoria de TI, ou seja, tornei-me o Chief Information Officer da empresa em que trabalho. Uma empresa em franca expansão, tanto em receita quanto em quantidade de funcionários e área geográfica de atuação. Apesar de soar “glamouroso” para quem vê de fora, a realidade é que atualmente existe uma polêmica sobre o papel e a existência futura de um CIO. Ou seja, acabo de ganhar um cargo que, pela visão de alguns, está fadado a desaparecer.


Empresas sempre precisarão de alguém responsável pela execução de TI, a dúvida não é essa. Porém, há quem diga que essa responsabilidade não estará a cargo de uma diretoria, mas passe a ser uma função mais operacional ou terceirizada. A computação em nuvem, por exemplo, facilita o processo de terceirização da TI corporativa.


Nesse cenário, entendo que o papel que estou me propondo a exercer, na prática, é o que alguns estão chamando de CDO, o Chief Digital Officer. Se o título será CIO ou CDO me parece ser um mero detalhe. O que fará a diferença de verdade é conseguir transformar a empresa por meio do uso estratégico e inteligente de TIC.


A McKinsey&Company detectou em sua pesquisa global “Bullish on Digital”, conduzida em 2013, que 30% das empresas possuem um CDO no time executivo, mostrando a importância dessa iniciativa. Mais que isso, essas empresas indicaram uma visão digital mais avançada quando comparadas às empresas sem um Chief Digital Officer.


O Gartner recentemente também publicou que o número de CDOs deve triplicar em 2014. Por outro lado, como grande parte das empresas atualmente não tem um líder da estratégia digital, o CIO tem a oportunidade de ocupar esse espaço. Caso contrário estão ameaçados a se tornarem personagens meramente operacionais.


Um artigo recente do MIT Sloan menciona que o motivo pelo qual empresas estão procurando CDOs é criar iniciativas combinando tecnologias sociais e digitais para viabilizar transformações em toda a empresa. Segundo a Harvard Business Review, o papel do CDO é transformar a cacofonia digital das empresas em sinfonia. É repensar processos, produtos e serviços para a era digital e, quando necessário, prover ferramentas e recursos.


Os CIOs são candidatos naturais a ocuparem a posição de CDO. Porém, apesar de terem a base, muitos estão tão concentrados em manter a infraestrutura e as aplicações das empresas operando dentro dos orçamentos, que não conseguem enxergar oportunidades. Mais do que isso, em alguns casos, o próprio CIO passa a atuar como inibidor de inovações, já que sequer consegue atender às demandas atuais de projetos.


*Artigo de Luis Minoru Shibata para o portal InformationWeek Brasil.

*Crédito da imagem: Wix.

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