Como garantir uma arquitetura eficaz?

Os principais indicadores são: volume, tempo, custo e qualidade.


Ambientes corporativos são complexos do ponto de vista da tecnologia e, com um crescimento desordenado do número de sistemas, geram algo similar a uma “colcha de retalhos”, com as mais diversas aplicações e versões de sistemas. Quando essa colcha atinge um tamanho relevante, os riscos e problemas oriundos dela criam a oportunidade para o desenvolvimento de uma arquitetura corporativa que direcione todos os sistemas novos e guie uma renovação tecnológica, bem como a atuação mais constante dos arquitetos no dia-a-dia dos projetos.


Como todo movimento estratégico, é necessário pesar os prós e contras, assim como os ganhos financeiros, de estabilidade e continuidade que irão surgir em consequência da arquitetura corporativa. Porém, os benefícios gerados com essa implantação vão, desde a padronização de tecnologias, que garante um maior aproveitamento com menos, até o aumento da estabilidade, com produtos mais adequados para o porte da companhia.


Em geral, as empresas tratam internamente os temas ligados à arquitetura e não contam com a ajuda de um fornecedor, pois têm receio de abrir sua arquitetura. Dar acesso moderado à área não significa perder o controle dos projetos internos, mas sim contar com um parceiro que auxilie no foco estratégico da equipe interna, no acompanhamento adequado da evolução das aplicações, e no mapeamento de dados que defendam ou recomendam mudanças. Além disso, a parceria pode ir além de um braço extensor do cliente, trazendo visão de mercado e novas ideias para que a área de arquitetura se organize e ganhe força, inclusive para se expandir e atender melhor os projetos.


A empresa ganha, portanto, no uso mais estruturado dos recursos da arquitetura. A área demanda mão de obra altamente especializada, que precisa participar de 3% a 10% de um projeto, em média, para garantir que ele siga as definições de arquitetura. Porém, muitas vezes, os profissionais atuam de maneira reativa e sobrecarregados com problemas, ao invés de criarem componentes críticos ou com alto índice de reuso, seja por performance ou pela própria complexidade do sistema. Com a parceria, a equipe interna também concentra o tempo em assuntos mais estratégicos, do ponto de vista de definição de futuros de integração ou, até mesmo, da arquitetura corporativa propriamente dita.


Uma parceria especializada garante, também, a evolução adequada das aplicações de uma maneira mais simples, pois a complexidade dos aplicativos atualmente torna o acompanhamento de cada passo do processo essencial para o resultado, que não é algo visível, ou provado, a curto prazo. Geralmente, os projetos levam de nove meses a um ano e meio para gerarem os primeiros dados de andamento de mudanças e essas informações possibilitam categorizar projetos pela criticidade e pelo funcionamento (com e sem o arquiteto). Em consequência dessa área de arquitetura estável, organizada e focada, o custo da manutenção da operação diminui, assim como o número de pessoas atuando em incidentes. Esses recursos estarão disponíveis para trazer inovação para a empresa. Usando bem um arquiteto, por exemplo, há a diminuição de tráfego de rede e lentidão de performance.


Para que o cliente tenha o retorno do investimento nessas mudanças, é necessário definir o modus operandi com o parceiro, bem como, qual o tipo de projeto, com qual periodicidade haverá o acompanhamento e o mais importante: os indicadores de arquitetura. O compromisso em desenvolver indicadores garante o sucesso da parceria, já que a empresa contratante frequentemente não os consegue gerar, devido à sobrecarga na área de arquitetura. Os indicadores devem ser flexíveis de acordo com a necessidade da empresa, possuir um modelo de acompanhamento posterior que possa ser mantido vivo pelo cliente e ter números que justifiquem qualquer nova ação dentro da companhia.


Os principais indicadores são: volume, tempo, custo e qualidade. O indicador de volume traz a quantidade do serviço prestado. O tempo indica, por exemplo, a quantidade média investida na certificação/homologação das aplicações antes de elas entrarem em produção. O custo identifica o número de manutenções em um período determinado, e se vale a pena agrupá-las e fazê-las de uma só vez, economizando arquitetura e equipe. Já o de qualidade, gera o status do número de incidentes da nova versão de uma aplicação que teve um acompanhamento de arquitetura, explicando se ele diminuiu em produção ou continua como antes, quando não havia acompanhamento. Claro que estes são exemplos não exaustivos de indicadores mais simples.


Esses dados criam uma base importante para que a aplicação não seja desenhada somente para ter uma boa performance ou para ter menos incidentes, mas para que ela seja mais tolerante às falhas e de mais fácil implantação, gerando, assim, menor risco para a empresa.


A garantia do sucesso pode ser obtida de forma mais fácil e segura, caso ela seja acompanhada e/ou planejada por um parceiro munido de bons indicadores. Desta forma, a “colcha de retalhos” desaparece para dar espaço a um ambiente renovado com aplicações organizadas e com uma equipe interna mais estratégica. A empresa só tem a ganhar.


*Artigo de Yara Areas para o portal CIO.

*​Crédito da imagem: Wix.

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