Papel da TI muda, mas orçamento permanece igual.

As demandas nos departamentos de TI estão em constante mudança, mas os processos orçamentários não acompanham. Aqueles que foram bem sucedidos têm uma coisa em comum: o impulso implacável para o crescimento da produtividade do negócio e corte de gastos, mas, também, a criatividade e a agilidade de direcionar novas oportunidades de negócio e lucro.


A expectativa de que a TI deve gerar lucro é novidade em muitas empresas. Na pesquisa Society for Information Management, produzida pela InformationWeek EUA, deste ano, por exemplo, “inovações de TI que geram lucro” estão entre as cinco principais prioridades, em quarto lugar, para quase todos os 200 entrevistados, pela primeira vez em 14 anos de pesquisa. Há dois anos, estava em 17º lugar na lista.


Ainda assim, o processo orçamentário, na maioria das empresas, é exatamente o mesmo antigo exercício de contenção de gastos com TI. Precisa assumir uma despesa inesperada? Apenas um quarto dos 351 entrevistados pela nossa pesquisa IT Budget têm um processo formal para lidar com tais mudanças, enquanto um terço “depende do CEO”.


E quanto à definição do futuro direcionamento dessas despesas críticas? Apenas 22% dos entrevistados pela nossa pesquisa disseram que a diretoria de governança de TI tem grande influência no orçamento do departamento.


Outros 35% disseram que têm alguma influência, o que não é tão mal. Mas, 43% disseram não ter uma diretoria de governança de TI, ou que tem pouquíssima influência sobre os gastos. “O processo orçamentário é crucial. Porém, como é preparado muito antes do ano fiscal, ele tende a mudar significativamente com base nas iniciativas do negócio ou exigências da área de TI”, lamenta um profissional de tecnologia em nossa pesquisa. “Uma preocupação comum nos grupos de TI é a semelhança – ou a falta dela – da previsão com os gastos reais.”


E é mais do que a nova posição da TI na inovação do negócio e na geração de renda que está exigindo mais do orçamento. Forças como consumerização, computação em nuvem e o surgimento de gastos com iniciativas de marketing fazem com que algumas pessoas pensem que a TI centralizada está morta. Adeus, TI controladora; olá, liberdade das unidades do negócio! Seria a resposta simplesmente mover todo o dinheiro do orçamento da TI para as linhas de negócio? Nossos dados sugerem que o orçamento para TI central está, na verdade, bem longe da extinção – 8 entre 10 ainda centralizam a maior parte dos gastos de TI, e com bons motivos.


As áreas de TI não estão em uma dieta absoluta nessa época de mudanças: 47% dos entrevistados pela nossa pesquisa esperam um aumento nos gastos de TI no ano que vem, e apenas 18% esperam cortes. Resultado similar ao da pesquisa de Outubro de 2010, mas os níveis estão mais altos – apenas 18% disseram que os gastos de TI são menores que 3% do orçamento total, em comparação aos 43% de 2010.


Veja as áreas de tecnologia que estão recebendo financiamento fora do orçamento de TI e verá que muitas delas estão prontas para crescer: software de nuvem, assim como desenvolvimento de aplicativos móveis e web, por exemplo. O orçamento de TI não mudou muito para cobrir essas tendências, mas não espere que se mantenha estagnado por muito mais tempo.


*Artigo de Jonathan Feldman para o portal InformationWeek Brasil.

*Crédito da imagem: Wix.

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