4 passos para pensar em TI como meio e não fim de um processo de negócios.

O principal tópico que tem colocado pressão nos departamentos de TI é a necessidade de olhar a tecnologia como um meio de alavancar o retorno de investimentos e mensuração de resultados da empresa, trazendo de todos os avanços tecnológicos o tal valor que é tão necessário para dar sobrevida aos profissionais de TI – além de, claro, mostrar novos horizontes para as áreas de negócios.


Aliás, o correto, tendo em vista do que é esperado do CIO e profissionais de tecnologia de um futuro próximo é que estejam inseridos diretamente no core de suas companhias, na linha de frente da tomada de decisões, sendo parte essencial dos negócios.

Para alguns é difícil, após tantos anos, simplesmente mudar a abordagem. Para outros, a transição se mostra como uma grande fuga para dentro de um approach mais abrangente e intimista.


“Daqui cinco, dez anos, estaremos falando de tecnologia de forma diferente”, afirma o presidente da IBM Brasil, Rodrigo Kede. “Para ajudar os executivos de TI a olhar de forma diferenciada para algumas tendências, como Big Data ou ferramentas analíticas, sempre usamos exemplos práticos, aplicados em outros países com nossos clientes, mostrando tanto a questão da implementação, quanto o resultado e os benefícios para a companhia, assim como para o próprio departamento.”


Mas o exemplo da IBM está diretamente ligado à experiência que a empresa quer passar para seus clientes, que chegam prontos para “escutar e entender a necessidade de pensar no negócio”, uma mudança de comportamento que mostra, segundo Rogério Inomata, líder do Grupo de Software de Smarter Commerce da Big Blue, a pré-disposição do CIO em se ambientar neste novo rumo que toma o departamento de tecnologia.


O executivo listou quatro perguntas que os profissionais de TI devem se fazer para iniciar o processo de colocar a tecnologia como meio essencial de captação e ampliação de resultados:


1.Quais são os desafios e oportunidades?

Digamos que o departamento de marketing, junto a equipe de RH, está buscando por uma plataforma de recrutamento e colaboração que seja capaz de reter funcionários e acertar na hora de encontrar um candidato correto para uma vaga “x”.


A grande oportunidade do departamento de TI é olhar para o mercado e mostrar aos executivos das áreas, mais CFO e CEO, qual é a melhor plataforma e como ela pode auxiliar as áreas necessitadas a atingir o objetivo. O desafio é fazer isso sem a linguagem do tecniques, mas sim informando o tempo de retorno de ROI, as métricas que são usadas e quais filtros podem ajudar a melhorar alguns processos internos. “A falta dessa linguagem básica de negócios é o que prejudica muitos CIOs. O cara de marketing compra uma tecnologia em busca do resultado, enquanto muitos executivos de TI parecem estar armados de conceitos técnicos que dificultam o progresso da negociação”, explica Inomata.


2.Como fazer o planejamento?

Não se trata de apenas pensar em integrações, módulos e soluções a serem adicionados à infraestrutura da empresa. O planejamento tem que passar pela TI, mas atingir um resultado palpável, em números, para todas as áreas de negócios – ao menos para que elas saibam o intuito da nova ferramenta.


Os projetos de TI não se tratam mais apenas com o pessoal de TI, mas sim com todo o corpo profissional que será atingido pela implementação, então, envolva as áreas, busque informações de mercado e estipule prazos reais para a execução do planejamento, para que ninguém se sinta lesado e, principalmente, para dar visibilidade dos processos para os interessados.


3.Como executar o planejamento?

O executivo da IBM afirma que o maior problema das empresas nos dias de hoje é serem reféns do imediatismo. Para que isso não ocorra, o planejamento deve comportar o que Inomata chama de “quick wins”, ou, numa tradução literal, as vitórias rápidas. “Uma vez que o processo é visível às áreas de negócios, promova metas rápidas de implementação que possibilitem uma captação de resultados mais rápidas, por módulos”, explica.


“Se deixar para liberar a solução apenas quando ela estiver 100% implementada, a possibilidade de algo no meio do caminho ter mudado em relação ao mercado ou foco da empresa é bastante grande, então promova esses quick wins, para que o valor seja mostrado aos poucos, permitindo ajustes modulares.”


4.Como captar os resultados?

“Não tem mistério”, diz Inomata. Criado esse processo de quick wins, os resultados passam a ser mensurados pelas áreas de negócios envolvidas no projeto. “O CIO tem que lembrar que para alcançar o mundo perfeito há muitas fases, que necessitam de clareza. Ele tem que pensar no paraíso, mas deve saber que vai passar pelo purgatório”, ilustra o executivo, criando a figuração do processo de ouvir todos os elos que dão forma ao conjunto de departamentos inseridos na implantação. “Dessa forma, captar os resultados se torna mais fácil e assertivo.”


*Artigo de Renato Galisteu, repórter, para o portal InformationWeek Brasil.

*Crédito da imagem: Wix.

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