TI e negócios vão ter que deixar zona de conforto.

Repensar a estratégia de TI conjuntamente com a estratégia de negócios: esta é a posição defendida pelos analistas do Gartner sobre como o business intelligence e analytics estão sendo geridos atualmente. Os estudos globais conduzidos pela empresa de pesquisa revelam que o BI e a análise de dados são as prioridades número um dos CIOs para 2013 – na frente de mobilidade e redes sociais – no entanto, segundo avaliação dos analistas, as empresas ainda apresentam um desempenho mediano na gestão da informação e dos dados.


Em um contexto em que o mercado tem sofrido alterações significantes nos últimos anos, buscar, saber e dominar cada vez mais informações sobre consumidores, produtos e concorrentes se tornou um fator competitivo decisivo para as empresas.


Diante disso, Bill Hostmann, analista e vice-presidente de pesquisas do Gartner, destaca a necessidade transformação do foco de gestão de análises, substituindo a centralização nas aplicações tecnológicas por uma abordagem com enfoque na capacidade de analisar e extrair valor dos dados e tornar os processos corporativos mais eficientes. “As estratégias de TI e negócios têm que estar casadas e os gestores de TI e de analítica precisam trabalhar em conjunto. A TI não pode só entregar, deve haver um alinhamento e uma integração com as análises”, afirma.


Equilíbrio entre tecnologias, processos e pessoas

Desenvolver não só a tecnologia, mas também as capacidades e os processos envolvidos para extrair valor de dados oriundos das mais diversas fontes é a nova fronteira da TI e dos negócios segundo os analistas. Para tanto, o Gartner defende o equilíbrio entre três pilares fundamentais para se obter sucesso com as análises de dados: tecnologias + processos + pessoas. “Não adianta ter os melhores sistemas do mundo, as áreas de BI e TI vão ter que sair da zona de conforto: a primeira deixando de esperar que os resultados dos negócios possam ser obtidos apenas pela tecnologia e a última passando a comunicar com o usuário final e entender as suas necessidades”, ressalta o diretor de pesquisa João Tapadinhas.


Uma mudança nos processos e em outras competências como o desenvolvimento de especialistas de BI capaz de explorar, analisar e retirar valor das informações é apontada pelo especialista, que destaca a carência no ambiente corporativo de profissionais especializados: os analistas de informação, para um primeiro nível de análises, e o cientista de dados, para análises mais profundas.


De acordo com Tapadinhas, os “analistas de informação” já estão nas empresas e são os profissionais de negócios que conhecem ao menos o primeiro nível de ferramentas de BI, que vão “além das planilhas de Excel”. Para ele o caminho é dotar esses funcionários de conhecimento e informação e treiná-los para a utilização de outras ferramentas.


*Artigo de Karen Ferraz para o portal InformationWeek Brasil.

*Crédito da imagem: Wix.

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