Será que o meu Plano de Continuidade de Negócios realmente funciona?

A prática dos elementos de um plano de continuidade dos negócios e recuperação de desastres é um aspecto importante da preparação para emergências dentro da organização. A prática valida o plano e os procedimentos em condições “quase” reais, além de fornecer informações importantes para os responsáveis pelo plano. Um exercício pode também explorar as implicações/consequências de uma crise na organização e mais importante ainda, o exercício ajuda a responder a uma pergunta básica:


Será que o meu plano realmente funciona?


Há uma outra razão importante pela qual você deve testar seus planos de continuidade, como disse o filósofo chinês Confúcio:


- Eu ouço e esqueço. Eu vejo e me lembro. Eu faço e eu entendo.


Por exemplo, você pode ouvir como se faz para andar de bicicleta e você pode até ver alguém andando de bicicleta. No entanto, até que você realmente suba na bicicleta e ande, você mesmo não irá compreender verdadeiramente como andar de bicicleta. As pessoas precisam de experiência prática, sendo essa a melhor maneira de aprender.


A mesma filosofia se aplica na resposta a uma crise. Ouvir uma conversa ou simplesmente ler sobre o plano de continuidade em uma sala de aula, não pode substituir os testes e exercícios.

No entanto, quando a empresa está no meio de uma crise, você quer que todos entendam o que estão fazendo e por que estão fazendo. O pior momento para aprender não é no meio de uma emergência, na qual, provavelmente, todos agirão instintivamente. O melhor então é seguir o planejado, sendo que a equipe deve entender por que as políticas, os planos e os procedimentos são como são e o que se espera de cada um deles.


A importância de treinos e exercícios O exercício concebido e executado de forma adequada oferece treinamento e compreensão sobre os planos de continuidade. Ver os efeitos das ações e decisões, levam a uma reflexão sobre o que foi previamente planejado. O envolvidos na execução do plano vão desenvolver competência e confiança e também vão entender seu papel e responsabilidade nas ações de resposta.


Um exercício deve identificar os pontos fracos, as lacunas e as áreas de melhoria nos planos, antes que ocorra uma crise. Você pode descobrir lacunas nos recursos, por exemplo. Também será capaz de demonstrar o valor (ou não) de um novo software, materiais e equipamentos utilizados durante sua resposta. Para você, gestor de continuidade, se bem feito, um exercício pode gerar excelente reconhecimento, visibilidade, confiança e respeito.


Não há sentido em fazer um exercício e compilar uma longa lista de coisas para fazer, se nada melhora de fato. Imagine que foram identificados os mesmos problemas teste após teste. Isso fará com que o programa de continuidade corporativo perca credibilidade e demonstrará também que seus planos não estarão preparados para uma crise real. Um plano quando exercitado identifica alguns problemas e, é sua responsabilidade, gestor de continuidade, resolvê-los. A alta administração pode decidir não aplicar uma recomendação decorrente do exercício, mas você tem que comunicar os envolvidos. Confúcio diria que "se alguém cometeu um erro e não o corrigiu, está cometendo outro erro." Em outras palavras, o progresso é necessário. Desenvolva um plano de ação para os problemas encontrados no exercício, atribua responsabilidades e monitore a execução. Melhorar, melhorar e continuar a melhorar. Os exercícios e práticas são uma das poucas atividades em que dar errado é algo muito bom. Aprendemos com nossos erros e melhoramos, nos tornamos mais preparados para um evento real.

Tradução livre do artigo de Steven B. Goldman (http://www.drjenespanol.com) presente no portal GCN Brasil.

*Crédito da imagem: Wix.

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