TI x Finanças: áreas estão mais integradas.

A relação entre TI e o departamento de finanças nem sempre foi a mais cordial, principalmente, quando estava nas mãos do financeiro dar a palavra final sobre qualquer compra de tecnologia. Mas com o amadurecimento de processos e o aumento da importância do arsenal tecnológico nas corporações, a relação entre as áreas evoluiu. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa produzida pela Robert Half com 2.075 CFOs de 14 países, sendo 100 do Brasil. E para a maioria dos respondentes, iniciativas Big Data e a implantação de novos sistemas têm influenciado essa maior integração.


Em conversa com a IW Brasil, Alexandre Attauah, gerente da divisão de TI da Robert Half, lembrou que, de forma geral, observa-se um crescimento nas relações em todas as áreas de backoffice. “E TI acaba se destacando pelo papel mais estratégico. É óbvio que em muitas empresas o departamento de tecnologia ainda é visto como área de suporte, mas quem conhece bem sabe que é muito mais que isso e esse reconhecimento tem crescido, por isso, essa integração maior com outros departamentos. RH, jurídico e finanças passaram por esse processo no passado.”


A maior dependência de TI até por conta da digitalização dos processos de negócio tem exigido, inclusive, uma mudança no perfil do CIO, que precisa apagar de vez o estereótipo de cara técnico e se converter em um executivo par das demais áreas, com um bom nível de comunicação, gestão de pessoas, liderança e voz ativa na estratégia corporativa.


Attauah avalia que a questão da comunicação tem melhorado e até pode ser um dos pontos que ajudou nesse aumento da colaboração entre TI e finanças, mas alerta que tal característica é obrigação de uma pessoa que ocupa o cargo de CIO. “A comunicação tem que sobressair como característica, mas é verdade que isso tem isso escalonado para outros níveis, o profissional de TI não pode mais ser introvertido. Há funções mais analíticas, é verdade, mas é preciso relacionamento e ter uma interface com as áreas.”


De maneira geral, quando se pergunta aos CFOs se nos últimos três anos a colaboração entre finanças e TI aumentou, reduziu ou permaneceu igual, 61% diz que aumentou, olhando apenas para o Brasil, esse porcentual salta para 76%. Já ao serem questionados sobre os motivos que levaram a essa melhora na relação, 52% sinalizam a implantação de sistemas e 38% a gestão ou entrega de projetos de Big Data, no Brasil, 50% relata as implantações de sistemas e 29% as ações relacionadas ao Big Data.


“Se olhar para o mercado, o que mais vejo são mudanças em implantação de sistemas, parametrização, unificação de sistemas, novas metodologias e tudo isso bate em finanças, até pela interface grande com ERP”, avalia Attauah, confirmando que tais projetos têm contribuído para a melhoria da relação entre as áreas. Mas ele acredita que essa tendência de colaboração passa por todos os departamentos. “Não se pode vestir a roupa do departamento e pronto. Às vezes, tem um problema de TI que passa a ser de todas as área e se o departamento não tem comunicação próxima para resolver, impacta a corporação como um todo. Não existe mais essa questão de caixinha.”


A pesquisa também apontou os principais benefícios dessa colaboração mais intensa. Aumento de eficiência, maior lucratividade e redução dos custos corporativos são os mais citados, tanto em âmbito global, quanto local. Ao avaliar a manutenção dessa relação mais próxima num período pós grandes projetos, Attauah tem uma bastante positiva. “A ideia é que se mantenha esse nível de relacionamento, mesmo após estabilização do processo, porque se terá sido criado uma sinergia maior entre as áreas. Essa relação não deve se esvair com o passar dos projetos. Pode diminuir, mas será mantida.”


*Artigo de Vitor Cavalcanti para o portal InformationWeek Brasil.

*Crédito da imagem: Wix.

#tiefinanças #alinhamento

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