Você está gerindo a TI como um negócio?

A TI tem um papel fundamental para gerar melhorias na produtividade, na competitividade e, consequentemente, na lucratividade das Organizações. Nesse contexto, o desenho da gestão da TI poderá facilitar ou até mesmo limitar o atingimento das metas e objetivos das Organizações. Mark Lutchen (em seu livro Manage IT as a Business de 2003) afirma que para ser efetivamente útil aos objetivos corporativos da Organização, a TI precisa ser administrada como se ela própria fosse um negócio.

O problema, segundo o autor, é que na maioria das Organizações, a gestão da TI parece não obedecer a essa lógica. Ele aponta um comportamento típico dos responsáveis pela gestão da área de TI nas Organizações que não favorece a lógica de gestão dela como um negócio. Pois, os CIOs estão direcionando suas ações para dois diferentes extremos: ou para a base operacional, determinando o planejamento das atividades táticas e a implementação da infraestrutura de TI, ou para a base estratégica, focando o desenvolvimento das estratégias de TI e seu alinhamento com as estratégias do negócio.


Entretanto, no meio desses dois extremos situa-se o gap da TI. É onde se encontra a grande lacuna funcional da TI, que pode ser gerida como um negócio para dar sustento à construção de negócios eficientes, lucrativos e inovadores. A visão de Lutchen acerca da função faltante da TI é, portanto, corporativa, isto é, uma função que ajusta recursos e capacidades a serviço dos processos de negócio. Justamente aí é onde a TI apresenta maior influência sobre os processos de negócio e sobre o desempenho geral da Organização.


Assim, a eficiência da gestão da TI não pode ser medida apenas por parâmetros de controle, aplicados ou utilizados pelos executivos de TI. Ao contrário, o bom desempenho da TI é também uma função da percepção de quão úteis e quão compatíveis os serviços de TI são para seus usuários e para o negócio da Organização como um todo.


Em resumo, a gestão da TI está desenhada para consumir mais tempo dos executivos com as tarefas de rotina do que com a inovação, que parece não ser prioridade entre eles, pois mais planejam projetos de inovação para o futuro do que os executam presentemente. Executivos de Organizações recentemente pesquisadas no Estudo de Gestão da TI de 2010 (PwC) preferem mais adotar a parceria na liderança da inovação do que assumir um papel de líder proativo.


Assim, conforme os requisitos de eficácia de gestão da TI apontados e discutidos no quotidiano das Organizações há evidências e indícios segundo o Estudo da PwC de que a TI assume um papel meramente operacional, de fornecedora de serviços ao usuário ou de entrega de aplicativos específicos.


Por fim, na mesma pesquisa, percebe-se que o gap da TI de Lutchen não foi preenchido pelas Organizações Brasileiras a ponto de alinhar o estratégico com o operacional de forma a se fazer a tradução e o ligamento das soluções de TI às necessidades do negócio. Não afirmando, contudo, ser este o único caminho em direção ao preenchimento do gap de TI.


*Artigo de Sergio Alexandre Simões para o portal InformationWeek Brasil.

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