17 tecnologias do futuro da TI.

Em 17 anos, muita coisa mudou. Tecnologias que eram sucesso desaparecem e levaram consigo marcas e empresas famosas. O que era essencial torna-se obsoleto e o que era para poucos vira commodity. Esse é o ciclo do setor de TI. Não é ruim nem bom. Apenas é algo com o que consumidores e empresas aprenderam a conviver. Mas o que pode ser feito para manter o equilíbrio nessa rotina de trocas e avanços contínuos? Para os especialistas, o mercado vive um momento raro de transformação, no qual produtos e modelos de negócios estão a um passo de uma mudança radical. “Tudo que está sendo criado tem a ver com o grandes volumes de informação e comunicação”, aponta o business development agent da Comp-TIA, Marco Carvalho.

A associação internacional de fornecedores realiza vários estudos sobre o futuro da TI e publica há algum tempo pesquisas a respeito do setor. Os novos modelos e produtos contribuirão para multiplicar esse volume de informação gerada ao mesmo tempo em que trarão soluções para isso.

Big data e cloud computing terão papel fundamental para transformar distribuidores e revendas em prestadores de serviços e criadores de soluções customizadas. Serão cloud servisse providers ou outro termo qualquer que ganhe espaço.


Essas empresas trabalharão com um novo leque de tecnologia à disposição. Transistores de dez nanômetros devem aparecer até 2015 e mudar o que conhecemos sobre processadores e memórias. “Provavelmente veremos processadores especializados e a cada dia mais coisas terão processamento.


Avanços na eletrônica orgânica e impressa irão desempenhar papel importante também”, aponta o sênior member do Institute of Electrical and Electronics Engineers (Ieee) e autor de vários livros sobre consumer electronics, Tom Coughlin.


Mas a tecnologia está evoluindo porque o mundo está evoluindo. O que era ciência e uma caixa-preta está hoje na mão de qualquer pessoa. “A TI está ficando mais democrática, rápida, eficiente, global e distribuída porque a sociedade precisa”, enfatiza o coordenador do curso de graduação em sistemas de informação da Fiap, César Augusto Cardoso Caetano. A faculdade representa a Singularity University no Brasil e acompanha o processo. Sim, porque estamos falando de TI, mas nada disso evoluirá se as pessoas não quiserem.


1- BIG DATA: Grandes volumes de dados, em diversos formatos, começaram a causar preocupação após a popularização das redes sociais e de novos dispositivos. Nos próximos anos, praticamente tudo à nossa volta enviará dados e informações que precisarão ser guardadas, indexadas, recuperadas e enviadas para tomada de decisões. Grandes e pequenas empresas podem se beneficiar disso.


2- CLOUD COMPUTING: A parte técnica da computação em nuvem vem perdendo o clima de mistério aos poucos. Mas o grande desafio é criar novos modelos de negócio, como fornecer de serviço e soluções customizadas para clientes. As empresas querem competitividade pela diferenciação e terão centenas de produtos e tecnologias que podem ser encaixadas com o apoio da nuvem. O mercado de TI terá um novo paradigma com a cloud.


3- ANALYTICS: Essas soluções definirão a fronteira entre o big data e o data debris. Somente com soluções de análise de dados o grande volume de informações será útil para tomada de decisões. Atendimento ao cliente, criação de produtos e inovação do negócio sairão do analytics. Sem ele, as empresas terão somente um amontoado problemático de dados inexplorados.


4- IOT: Complexa e fácil de entender, a Internet das Coisas é justamente isso: qualquer coisa estará na internet. Com sensores e inteligência embarcada elas ganham novas funções. O futuro disso dependerá de viabilidade de negócios e comportamento de consumo. Mas máquinas fabris, acessórios de segurança (EPIs), home appliances e equipamentos urbanos começam a ser testados.


5- REALIDADE AUMENTADA: Tudo começou com brincadeiras com QRcode e hoje temos coisas como o Google Glass. A ideia é criar novas interfaces que mostram um mundo paralelo e repleto de informações novas diante de nossos olhos. As possibilidades são infinitas. Fábricas, hospitais, escolas, mídia e esportistas começam a testar as possibilidades.


6- ROBÔS: Eles estão entre nós desde os anos 60. Nos próximos anos ganharão mais inteligência e conectividade. Já existem robôs operando em hospitais, fazendo limpeza e organizando estoques. Uma série deles está pronta para auxiliar nos cuidados de doentes e terceira idade. A popularização está prestes a ocorrer.


7 – DRONES: Veículos aéreos não-tripulados já são usados por governos e coberturas jornalísticas. A tendência é que o barateamento leve-os para soluções de segurança patrimonial nas empresas, controle de frota, etc. O tamanho também está diminuindo e, com softwares de mapeamento e localização, podem ajudar na manutenção de prédios e estruturas. Na cloud, podem mudar o mercado se segurança privada.


8 – TELEPRESENÇA: É o futuro da teleconferência. Salas computadorizadas e cheias de monitores ou robôs de diversos formatos serão os nossos avatares no futuro. Escolas da Coreia e escritórios nos Estados Unidos e Europa começam a testar a possibilidade de ter uma pessoa em mais de um lugar ao mesmo tempo para vigilância básica, ordens simples e tarefas repetitivas.


9- SEGURANÇA E CIBERGUERRA: Talvez a tendência mais concreta de todas. Alguns países e serviços essenciais já sofreram ataques nos últimos anos e pegaram governos e empresas despreparados. Nos próximos anos, quem pode ter a infraestrutura comprometida investirá para se proteger. Empresas devem criar novas soluções para segurança e treinamento de cibersoldados e previsão de cenários.


10- CARROS E TRANSPORTE PÚBLICO: Tudo que existe em TI deverá ter os automóveis como destino. Google, Chrysler, Volkswagen e General Motors têm protótipos de carros sem motorista e leis começam a serem aprovadas nos Estados Unidos. Além disso, novos motores e eficiência energética mudarão o carro que conhecemos. Mas as cidades não suportarão tantos automóveis e é provável que toda evolução seja mais rápida em transportes públicos de massa. Algo para centenas ou milhares de pessoas, não apenas dezenas em ônibus


11- CIDADES INTELIGENTES: É parte da internet das coisas, mas é tão grande e evidente que ganha poder próprio. Isso porque está ligada com a macrotendência de urbanização extrema da sociedade. Governo e aparato urbano precisarão de TI para controlar a nova vida na metrópole. Vai de inteligência para tráfego e diminuição da burocracia a canais de conversa com os cidadãos. É complexo, mas inevitável.


12- NOVOS CHIPS E COMPUTADORES: Começaremos com o paradigma dos dez nanômetros quebrados, caindo, depois, para os cinco nanômetros. Chips que misturam material orgânico devem baratear custos e criar novos mercados para implantes em humanos. O computador quântico começou a ser usado pela Nasa e os substitutos do silício, o grafeno é o mais provável, ganham espaço. Tudo pela miniaturização, poder de processamento e novos usos.


13- PRIVACIDADE: Toda tendência tem uma contratendência embutida. Essas evoluções da TI trazem complicações na privacidade. Novas leis e mesmo novos produtos serão criados para garantir esse direito fundamental a empresas e usuários. E será confuso, porque novas tecnologias surgirão aos montes. Mas talvez a própria TI ajude, com inteligência e colaboração.


14- IMPRESSORAS 3D: Elas já estão no mercado há algumas décadas e há alguns anos começaram a ser tão populares quanto as jatos de tinta. Mas ainda não mudaram o que todos preveem. Elas serão a nova manufatura customizada ou caseira do século 21. Qualquer um poderá produzir o que quiser, em casa ou em birôs 3D. Algumas começam a produzir órgãos humanos para revolucionar a medicina também.


15- EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E TI VERDE: Se tudo isso ocorrer como se espera e os paradigmas de consumo e desperdício de energia não mudarem, o mundo travará em poucos anos. Equipamentos e leis já começaram a mudar esse quadro, mas ainda são insuficientes. Os próximos anos trarão grandes novidades nesse sentido.


16- CIBORGUES E PROSTHETICS: Tendências anteriores e a evolução do mercado de próteses criarão um novo modo de enxergar nós mesmos. Afinal, o que é ser humano? Meio carne, meio máquina, cheio de softwares e chips? É uma questão para a TI, para a filosofia, biologia e direito. É o surgimento do human+ (humano ampliado). Ele pode ser seu cliente, fornecedor ou funcionário.


17- SOCIEDADE E CIÊNCIA: Fora da TI, tudo é importante. Nada acontecerá se os consumidores não acharem utilidade. Novos avanços na ciência podem mudar o modo como enxergamos o mundo a qualquer instante. Por exemplo, ainda dependemos dos elétrons na TI e os físicos estão próximos de descobrir partículas que eram apenas teóricas. E elas serão usadas. A dica, então, é acompanhar notícias sobre comportamento de consumo e avanços científicos mais de perto.


*Artigo de Gilberto Pavoni Junior para o portal CRN Brasil.

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