Testes criativos para seu plano de continuidade de negócio.

São grandes as chances de que sua organização dependa tanto dos serviços de TI que não funcionaria sem eles. É por isso que os planejamentos de continuidade de negócio geralmente caem na rede do departamento de TI, mesmo que afete toda a empresa.


Isto é tanto uma coisa muito boa quanto uma coisa não tão boa. Por um lado, a TI sabe que terá cobertura em caso de uma crise. Por outro, o resto da empresa geralmente abraça o pensamento “não é problema meu”. Assim, quanto chega a hora da TI testar os modelos de recuperação de desastre, o resto da empresa não tolera ficar offline pelo bem da continuidade do negócio. Não surpreende que apenas 40% das organizações de TI tenham testado seus planos de recuperação de desastre nos últimos 12 meses. Não é uma tarefa fácil, mas um plano de continuidade de negócio sólido e confiável é essencial em empresas maduras com alta funcionalidade.


A TI faz o melhor que pode com a tecnologia: existem diversas soluções incríveis de recuperação de desastre por ai – e, naturalmente, alguns outros produtos não tão incríveis – que ajudarão em momentos de crise. Mas, no final, você é tão bom quanto seus funcionários e processos. Muitos eventos de disponibilidade de negócio carecem de tecnologia e dependem demais do elemento pessoa. É aqui que as verdadeiras estrelas da TI se separam dos aspirantes. Os melhores planos de continuidade de negócio sempre levam a psicologia humana em consideração.


O método mais comum para testar planos de continuidade de negócio envolve um grupo de pessoas chave sentado à mesa, conversando sobre possíveis cenários de desastres. O problema é que os testes são conduzidos em um vácuo. Todos os envolvidos sabem que um desastre está prestes a acontecer. E mais do que isso, a equipe de teste está comprometida por uma elite de profissionais treinados e que sabem exatamente seu papel na recuperação do negócio e como devem reagir. Eles entram naquela sala sabendo que uma falha refletiria mal no departamento de cada um.


Em caso de um desastre real, você provavelmente não poderia se dar ao luxo de ter essa equipe de elite no local. Apesar do fato de os testes ocorrerem com tão pouca frequência que a equipe de BC/DR provavelmente perdeu alguns funcionários devido a atritos ou mudanças de responsabilidade, é possível que alguns membros de sua equipe simplesmente não sejam capazes de aparecer para trabalhar no caso de um desastre natural que afete toda uma região, como a passagem de um furacão como Sandy ou Katrina.


Faça com que sua próxima reunião seja um exercício diferente. Utilize alguns elementos psicológicos para abalar a equipe.


-- Encontre sangue novo. O problema em utilizar sempre profissionais de elite é que eles são ótimos no que fazem. Eles são exatamente quem você quer que salve o negócio durante um grande desastre.


Infelizmente, quanto o evento real acontecer, talvez você não tenha como escolher quem atende ao seu pedido de ajuda. Isso pode significar que seu gerente de recursos humanos precise reiniciar um servidor porque foi a primeira pessoa a chegar ao local.


Reformule a equipe de teste de continuidade de negócio com funcionários mais novos, especialmente de outras áreas do negócio. Eles não terão o conhecimento organizacional para ler nas entrelinhas e preencher os passos que faltam em sua documentação. Essa abordagem também é um pouco Maquiavélica, porque o elemento estresse será destacado entre os participantes, simulando as emoções que poderiam surgir em uma crise real.


– Elimine um dos elementos-chave do teste. Quando foi a última vez que apenas um elemento foi afetado por uma interrupção? Sabia. Pense na verdadeira situação FUBAR (caos absoluto) e retire alguns elementos aleatórios de sua infraestrutura. Não deixe que acessem o disco compartilhado. Derrube o servidor de e-mail (ou bloquei os usuários para não interromper o fluxo de trabalho de outros usuários). Corte a Internet. Muitos testes de recuperação de desastre se baseiam em outros sistemas críticos que podem ser prejudicados por uma crise. Ao remover algumas variáveis, você terá uma boa noção do quão rígido seu plano de desastre realmente é e do quanto sua equipe pode ser criativa. Em último caso, sem Internet, você impede que eles naveguem pelo Reddit durante os momentos mais parados.


– Elimine a criatura conforto. Imagine tentar trazer um servidor de volta à ativa sem ar condicionado no meio do verão. Ou, de repente, tentar rodar comunicações críticas pela rede Wi-Fi gratuita do café da esquina. Pode ser tão simples quanto conduzir um exercício de mesa sem mesas ou cadeiras, mas seria o suficiente para desequilibrar sua equipe. Se realmente quiser satisfazer seu Ebenezer Scrooge interior, permita que eles utilizem apenas uma extensão para simular baixa disponibilidade de energia, então assista, com prazer, eles gerenciarem os recursos limitados e a vida da bateria. Se quiser ser brutal, coloque essa extensão no corredor, e escolha um fio curto demais para alcançar a sala de trabalho.


Agende a sessão de planejamento de recuperação de desastre para durar pelo menos 24 horas. Interrupções reais de serviços geralmente não são solucionadas em apenas 8 horas. Dependendo da crise, podem durar até sete dias.


Ao agendar uma maratona de testes, a equipe é forçada a manter um ritmo próprio e pensar em planos de contingência que permitam que as pessoas tenham algum descanso.


*Artigo do portal InformationWeek Brasil

#contingência #continuidadedenegócios

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